1.6 - A Chegada de Dongo, o sujo
O Taberneiro já dera o sinal muito antes do ocorrido. Já havia visto muitas brigas naquele bar e ele quase possui um sexto sentido para aqueles acontecimentos.
Um mensageiro correu rápido entre as vielas escuras da cidade, virou uma ultima esquina, quase tropeçando. Por fim, entrou em uma porta de uma casa distante.
- Senhor.. senhor... – Disse o mensageiro quase sem fôlego.
Uma sombra com um cachimbo na boca encarava o mensageiro. Ela estava sentada perto de uma janela, em um canto escuro. Em sua volta havia alguns sujeitos de caráter duvidoso e com sorrisos assustadores.
- Tome folego garoto. – Disse o vulto com uma voz forçada.
O garoto respirou e vomitou todas as informações como uma máquina. Que havia uma briga no bar com os guerreiros de Comyr e que a senhorita Rienne estava agora sem a cabeça e morta.
Uma pequena pausa se fez naquela casa com cheiro de tabaco.
- Vamos homens, peguem seus cavalos e também a criatura. Eu sempre soube que aqueles estangeiros fariam alguma confusão uma hora ou outra. É hora de manda-los de volta para a toca de onde sairam.
Era Dongo, um poderoso ladino da cidade. Dongo o Rato. Dongo o Sujo. Muitos nomes Dongo havia conquistado em sua vida. O mais importante era que ele mandava em toda a cidade baixa e no comercio exterior da cidade. Seu sonho era tomar a cidade inteira de Montanhergue para si. Mas existiam problemas para que ele concluisse tais feitos.
Dongo e seus capangas chegaram a taberna rapidamente.
E formaram uma fileira assustadora na porta da taberna.
Os guerreiros Comyrianos e o faxineiro estavam prestes a partir e o encontro trouxe um silêncio incomodo.
Orfeus estava bebado e com muito sono, desiludido e se sentindo envergonhado por ter se apaixonado pela Senhorita Rennie.
- Saiam daqui, eu não quero mais confusões esta noite. – Disse Orfeus passando a mão nos olhos.
Ogus estava carregando Ottis e o clima parecia tenso.
Dongo agora mostrou o seu rosto. Ele parecia um rato sujo e fedorento. Seus olhos eram esperto e nunca se fixavam em um ponto. Seus dentes podres pareciam afiados e amarelados.
- Essa cidade é minha seu guerreiro de baixo escalão e a sua presença já esta me incomodando faz um tempo.
O nojento Dongo fez um gesto para que seus capangas abrissem espaço e deixasse os guerreiros passarem.
- Este será o meu ultimo haviso guerreiro estrangeiro.
Orfeus não aguentaria um desaforo daquele em outras cituações, mas ele era um guerreiro experiente. Seu amigo Otis estava apagado e Ogus parecia assustado e não tirava o olho de um dos capangas de Dongo que estava preso em uma corrente grossa pelo pescoço. Parecia uma sombra completa sobre um manto molhado.
Orfeus então aceitou o convite de se retirar.
Foi triste, pois Orfeus não deveria ter confiado em um rato.
Como em câmera lenta, guardando sua bela espada ele cruzou os capangas de Dongo na porta da taberna e foi esfaqueado pelas costas varias vezes.
Ele caiu mas se levantou rapidamente e ordenou que Ogus levasse Otis e o faxineiro para um lugar seguro.
Somente quando eles viravam a esquina percebeu que as agadas estavam envenenadas. Olhou para sangue e veneno na suas mãos e soltou uma risada de descrença. Não podia acreditar que ele, um guerreiro experiente do Norte caira em uma armadilha tão fula.
E lá, na frente da taberna do bardo bebado, morreu Orfeus, guerreiro da 76ª. infantaria leve de Comyr.
O dia nasceu chuvoso.