1.3 - A Chegada de um Nobre Amigo
Naquele mesmo instante alguém acenou para Orfeus. Era um elfo, companheiros de muitas noites de bebida neste ultimo mês. Sempre lhe fugia o nome do garoto e ele achava isso muito constrangedor. Sempre o chamava de “Amigo” esperando uma hora em que seu nome fosse pronunciado de novo:
- Amigo! Sente-se Conosco, venha aqui. E bardo, traga mais uma bebida.
O Jovem elfo, de cabelos longos e loiros, tinha olhos que pareciam esferas negras, ele possuía um charme incomum. Era com certeza alguém muito rico e parecia esperto como poucos. Suas roupas de seda e detalhes prata feito sobre medida fazia Orfeus parecer um maltrapilho junto a sua presença. Não demorou para as garotas se aproximarem dele. Mas ele se mostrava interessado em Orfeus e disse:
- Orfeus, ouvi dizer que o clérigo pegou mais um escravo para a sua misteriosa coleção. Isso é verdade? – Disse ele bebendo delicadamente um vinho que acabara de chegar. Com o vinho na boca apontou o rosto com um sinal indicando Otis deitado dormindo na mesa. Como querendo saber o que lhe acontecerá.
- Sinceramente não sei quais são os planos daquele velho doido. Mas nada me tira da cabeça que a alta realeza da cidade esta envolvida nisso. Esta manha nos os vimos passando com o garoto estranho. Ele era magro e tinha um galo na cabeça que quase lhe dava uma segunda cabeça por completo. Não gosto muito disso, mas quem eu percebi que mais se incomodou foi Ogus. Ele nunca gostou desse tipo de atitudes. Sabe como é, coisas misteriosas.
A conversa continuava a se desenrolar no salão. Aqueles assuntos de tabernas que parecem interessantes na hora mais altamente inúteis depois.
Por isso a história se volta novamente para Orgus que a bebida fez de seus atos muito mais interessantes no Momento.
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